#9 - Por fim descobriu!
Entramos. O Tiago foi para a cozinha ver o macarrão e eu fiquei na sala junto com o Igor.
[...]
10 Years Later.... O Tiago veio com a travesa com macarrão na mão em pano de prato no ombro (estilo chef de cozinha). Colocou a travesa na mesa, nos sentamos ao redor da mesa e nos servimos.
O macarão estava uma delícia. O Tiago sabe mesmo cozinhar. Após degustar aquela maravilha de macarrão, continuamos sentados ao redor da mesa e lá ficamos horas conversando até dar 3hs da manhã, quando resolvi vir para casa dormir.
6° dia
Hoje quando acordei, fiquei enrolando deitada na cama até as 14hs da tarde.
Deitada mesmo, percebi que não havia ninguém em casa além de mim. Depois de tanto enrolar eu levantei, fui até o banheiro e lavei eu rosto e escovei meus dentes.
Acabei de escovar os dentes e fui ver se estava mesmo sozinha na casa. Olhei em todos os cômodos e estava mesmo sozinha. Já que está só, eu ia comer o que me desse na telha e quando eu ia abrir a geladeira pra pegar ovos eu vi um papelzinho pink colado nela. O papel era um bilhete da minha avó que dizia "Filha, a vovó esqueceu te avisar que hoje é o aniversário da Kátia. E como eu já sei que você não gosta da moça e estava cansada, resolvi não te acordar para avisar. Vamos dormir aqui hoje. Fica bem filha. Beijos!". hahaha A CASA É TODA MINHA!!!
Após ler o bilhete, fui direto para o banheiro tomar um bom banho. Quando terminei, fui para o "meu" quarto enrolada na toalha (fechando a janela dessa vez) e sentei na minha cama de toalha mesmo. Peguei o notbook da Bea, que estava encima da cama dela e liguei. Estava sem conecção com a internet então... Eu estava em casa sozinha e sem internet.
Sozinha, sem internet, mas com créditos no celular. Isso só me faz lembrar de SMS's pra os amigos. Como ontem eu passei horas com o Igor e o Tiago, óbviamente trocamos telefones. Isso é ótimo, só assim não me sinto sozinha.
Mandei uma SMS dizendo "oi" para o Igor e para o Tiago, mas só o Igor me respondeu, então puxei mais papo com ele. O Igor é um cara Gb (gente boa) e a gente se dá muito bem. Então puxei assunto com ele por SMS.
Eu: Eae Igor! Tá pegando alguém -puxei assunto-
Igor: Que nada. Ninguém me quer (risos)
Eu: A Igor, para com isso. Você é bonito pra caramba. Como ninguém te quer?
Igor: Bonito nada. E se alguém me quer são só os gays.
Eu: (risos) para com isso cara você é bonito sim.
Igor: Me pega então.
Eu: Tá zoando né?
Igor: Viu? Eu sou feio. Você mesma me chama de bonito e depois faz isso (carinha triste)
Eu: Aaaah cara, para com isso. Somos amigos.
Igor: Idaí? São só beijos.
Eu: Não vai ficar só no beijo.
Igor: Aí quem escolhe é você (carinha sorridente)
Eu: Rá rá rá! Muito engraçado. Onde você está? -mudei de assunto-
Igor: Em casa.
Eu: Vai fazer o que hoje?
Igor: Sei lá. Meu pai viajou com meus irmãos e a esposa dele. Fiquei só (carinha triste).
Eu: Ok!
Igor: Ok o que?
Eu: Nada.
Me levantei e joguei meu celular na cama onde estava sentada. Como eu ainda não havia coloca roupa, eu me vesti, peguei meu celular e fui em rumo a casa do Igor.
Antes de eu vir para casa ontem a noite, pedi o endereço dele. Ele ainda mora no mesmo prédio de antes, que fica no final da rua do lado.
Eu fui andando e trocando mensagens com ele.
[...]
Nos blocos do conjunto onde minha avó, Igor e Tiago moram, não tem porteiro. Por isso subi direto. Chegando em frente a porta, toquei a campainha e esperei o Igor abrir. Demorou uns 7min. e eu vi o olho mágico escurecer. Sinal de que alguém iria abrir a porta e como estava sozinho, o único que poderia abrir seria o Igor.
Igor: O que faz aqui? -me olhou com cara de espanto-
Eu: Você me disse que estava sozinho então eu vim para lhe fazer companhia -Sorri-. E agora? Vamos fazer o que de bom?
Igor: Bom... -sorriu malicioso-
Eu: Igoooor! Para -o empurrei e entrei na casa-
Quando entrei me joguei no sofá toda largadona. Sentada no sofá eu vi um video game super maneiro. Então pensei "Úuuuum...". Me levantei inda até a estante e pegando o controle do eletrô e voltando a me sentar no sofá.
Eu: Vomos jogar?! -disse levantando o controle e mostrando ao Igor-
Igor: Aaaaah Nina... Para. Não quero jogar em vão.
Eu: Ih! Como assim em vão? -disse com cara de dúvida-
Igor: Não quero jogar com uma menina. Ganhar o tempo todo cansa -se jogou no sofá fingindo-se cansado-
Eu: Cara, você só pode estar brincando com a minha cara -revirei os olhos-
Igor: Tô falando sério pô -se sentou no sofá apoiando seus cotovelos em seus joelhos-
Eu: Jogamos uma partida. Se eu ganhar -sorriu- SE EU GANHAR a gente joga mais duas partidas, se você ganhar...
Igor: Vamos fazer o que eu quiser que a gente faça-sorriu-.
Eu: Oooooooooooooooooou! Pera aí né meu filho. Não é assim não.
Igor: Tá. Então não jogo -cruzou os braços-
Eu: Okay! Mas dependendo da coisa eu talvez não faça -fiz cara de mau-. Só farei se concordar, fechado?
Igor: Okay, okay. Fechado. Mas é para concordar com alguma coisa tá?
Eu: Igor, já combinamos.
Eu o entreguei um controle e eu fiquei com outro. E o jogo começou.
[...]
Depois de 30minutos jogando, eu acabei perdendo na treceira partida. E como o combinado foi de ele escolher o que íamos fazer... Ele quis que fossemos tomar um sorvete "Como nos velhos tempos".
Desliguei o aparelho e guardei os controles enquanto o Igor ia tomando banho. Quando ele terminou iámos abrindo a porta para sair quando de repente vemos o Max em frente a porta. Ele estava se preparando para bater na porta.
Eu: Max? -me espante-
Max: Nina? -se espantou-
Igor: EEEEEEE! -disse como se estivesse festejando-
Max: É... então... Vai sair agora? -disse levantando a cabeça meio sem graça-
Igor: Ééé... eu vou sair agora -disse meio nervoso-
Max: Hum. Então deixa -foi virando as costas-
Igor: Pera aí cara! O que você queria?
Max: Eu queria conversar sobre uma parada aí. Mas deixa pra lá.
Igor: Não quer sair com a gente? -Max se virou para nós-
Max: Melhor não.
Eu: Ah Solsa! Vamos parar com essa gerrinha entre a gente vai. Eu que sou eu, quero trégua com você.
Max: O que? -disse desconfiado-
Eu: Tá surdo meu filho?
Max: Ainda não sei direito. Eu te ouvi me chamando de Solsa? -continuou com cara de desconfiado-
Eu: Chamei ué -sorri-
Max: Como você sabe meu sobre nome?
Igor: Aa gente só te chamava assim antigamente.
Max: Não pô. Disso eu sei. Mas porque ELA -apontou para mim- está me chamando assim?
Eu: Max, eu estou aqui. Porque não pergunta a mim?
Igor: Percebi que ele ainda não sabe Samanta -sorriu-
Max: QUE? PORQUE VOCÊ CHAMOU ELA DE SAMANTA? SEU NOME NÃO É NINA GAROTA? AAAAH! -se alterou- ALGUÉM PODE POR FAVOR ME EXPLICAR O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO!?
Igor: Se acalma cara -sorriu surpreso-
Eu: Ai Max, eu, a Samanta... Somos a mesma pessoa -disse tranquila-
Max: Como assim? Que Samanta? -fingiu que não sabia de quem se tratava-
Igor: Cara, a Samanta, Samanta. A espiãnsinha verde. Loira, cabelinho cacheado...
Eu: MEU CABELO ERA CASTANHO CLARO, LESADO! -falei gritando em seu ouvido-
Igor: Aaaaaaai! Tá tá! Já intendi caramba! -colocou as mãos tapando os ouviso-
Eu: Rúm! -só-
Max: Hum... Então você é a Samanta -olhou para baixo- Você mudou bastante.
Eu: Não muito diferente de você -sorri-
Max: Eu não mudei não -resmungou-.
Eu: Mudou sim. Está mais bonito. Você sempre foi bonito, mas está mais.
Max: Você grita, me ignora, tenta sair na porrada comigo e ainda vem me chamar de bonito -protestou-
Eu: Aaah Max. Bonito você sempre foi. Só que você virou um idiota.
Igor deu uma risadinha, mas o Max o olhou brabo e ele parou de rir.
O Max realmente sempre foi bonito. O único problema é que ele virou um idiota.
Max: Eu não sou idiota -continou brabo-. Você que é uma idiota!
Igor: Aaai... Vocês querem discutir logo que eu tô animado para sair?
Max e Eu: Não! -nos olhamos- Ela/ele que começou! -falamos juntos-
Eu: Afz! Idiota.
Max: Hurg! -fez um som de raiva com a carganta- Idiota é você. Garota chata.
Igor: CHEEEEEEEEEEEEGA! -gritou estressado- Podem parar! Nem quando vocês tinham nove anos vocês discutiam assim. Aliás, vocês nem discutiam. Ficaram mais infantis conforme o tempo passou caramba?!
Eu: Claro que não -olhei para o chão-
Max: Não. Eu não sou infantil.
Igor: Realmente. Você não é infatil. E acho que desde quando te conheci você nunca foi infantil. Não sei porque esse ataque de criança de vocês dois. Os dois sempre foram maduros o suficiente para nunca criar uma discução tão ridícula quanto essa que vocês acabaram de ter.
Eu: Tá bom. Já acabou de bancar o paisão? -Max riu-
Igor: Hurg! Vem cá!
O Igor me deu uma chave de pescoço e começou a me dar cascudo enquanto o Max ria. Eu para não sair perdendo dei socos em sua barriga, que me ajudou a escapar da chave. Quando consegui sair, ajeitei meu cabelo e minha roupa e olhei para o Max sorrindo sem graça.
Igor: Agora podemos ir?
Max: Ainda acho melhor não -fez cara de quem estava na dúvida-
Eu: Ai Max, para de graça!
Cruzei meu braço esquerdo com o braço direito do Max, e meu braço direito no braço esquerdo no Igor. E fomos andando assim até o térreo. Na rua nos soltamos e fomos conversando sobre o motivo de eu ter parado de visita-los e blá blá blá... Fui contando tudo a caminho da sorveteria. Que era perto do prédio do Igor.
Quando chegamos na sorveteria, o Igor foi logo pedir o sorvete. Ele pediu um de coco, o Max de morango e eu de flocos. Nos sentamos em volta de uma mesa quadrada do lado de fora da sorveteria e ficamos tentando puxar assunto. Mas como eu e o Max ainda não estamos nos falando direto, irro foi bem difícil. Aí do nada...
Max: Droga! -reclamou mexendo com a colher no sorvete-
Igor: O que foi? -parei de olhar para o pote de sorve e olhei para o Max ainda de cabeça baixa-
Max: Por que eu pedi sorvete de morango?
Eu: Porque você é um idiota -disse de cabeça baixa olhando para meu sorvete-
Igor: Nina, não começa.
Max: O pior que dessa vez ela tá certa -levantei minha cabeça e o olhei-
Igor: Está? -estranhou a resposta-
Max ficou olhando para seu sorvete por alguns segundos, com cara de quem estava pensando "Mas por que eu pedi esse sorvete?" fiquei meio confusa na quele momento, mas fiz o tinha que fazer. Não, eu não enfiei o pote de sorve na guéla dele. Também não mandei ele ir pro inferno. Não, eu também não lhe dei um tapa na cara. Aaai gente!
Eu: Toma -troquei meu pote pelo dele-
Max: Que você tá fazendo?
Eu: Pode tomar esse aí -comecei a tomar o sorvete que era dele-
Max: Não! Toma -trocou os potes bem na hora que eu ia meter a colher para pegar sorvete-
Eu: MAX, TOMA LOGO ESSA DROGA DE SORVETE DE FLOCOS, CACETE!
"Gritei" de olhos fechados e cabeças baixas, tentando me controlar para não me levantar e fazer ele engolir aquele sorvete todo de uma vez.
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