#3 - Foi um anjo?


Eu: Eu morri?
xx: Não -sorriu-
Eu: Então porque eu tô vendo um anjo?
Bea: -medeu um pescopata e disse- deixa de ser idiota Nina!
Eu: Aaaaai! -coloquei a mão no meu pescoço- Merda! Eu tô no inferno!
xx: -riu-
Eu: Então porque eu tô vendo um anjo tão lindo na minha frente?
xx: -riu- Oi! Eu me chamo Tiago -apertou minha mão- E não sou anjo -sorriu-
Carol: GAROTA, EU NÃO TE FALEI PRA TOMAR CUIDADO?! -gritou nervosa-
Eu: Aaai! Para de gritar. Eu tomei cuidado bosta!
Carol: ENTÃO COMO ISSO ACONTECEU?! 
Eu: Ai Carol! Caraca, eu tava na água e derrepente veio uma onda eu pulei a onda e caí num buraco onde eu não dava pé!
Tiago: Isso é comum aqui. Acho que não foi mesmo culpa dela -falou olhando para a Carol-
Eu: -sorri olhando para ele e ele sorriu de volta- Viu? A culpa não foi minha Carol -deboxaaaada- 
Carol: Tudo bem. Anda. Levanta daí. Vomos para cara.
Eu: QUÊ? Ah espera eu me recuperar um pouco né, por favor! É muito tempo em pé esperando o ônibus e dentro dele também é muito tempo.
Tiago: Para onde vocês vão?
Por encrível que pareça, nós iamos pro mesmo lugar. A Carol ia dormir na casa da minha avó, então de fato iamos todos para o mesmo lugar. A Bea respondeu o Tiago para onde iamos e ele também ia pra lá. Quero dizer, pra cá.

Tiago: Podemos dar uma carona pra vocês, já estamos de saida.
Carol: Não precis... -a interrompi-
Eu: Claro! Está ótimo hm.... er.... Qual é seu nome mesmo?
Tiago: Tiago -sorriu-
Eu: A claro. Adoro esse nome -sorri e ele também-
Bea: Nina, para de babar o garoto e levanta logo daí.

Me levantei com a ajuda do Tiago e respondi: Idiota -sorri-

Entramos num carro não muito grande, mas muito confortável. Na direção foi um rapaz e a Carol, atras fomos Bea e eu. Os Thiago e um outro menino foram sentados na caçamba junto as pranchas. 
Enquanto iamos para casa, ninguém disse uma palavra e já que estavam todos calados eu me destrai pensando e lembrei que o garoto que me salvou, o Tiago, era ele no ônibus. O garoto bonito do ônibus era ele, e ele mora perto da casa da minha avó. Isso é muito interessante.
[...]

Agradecemos, saimos do carro e subimos. Eles nos deixaram em frente ao prédio e estácionaram aqui perto. Fiquei olhando da janela para saber onde eles iam entrar e eles entraram no prédio vizinho ao da minha avó. Isso é perfeito. Mas como não tinha reparado nele antes? Eu venho aqui a anos e nunca tinha visto esse garoto. Mas o importante agora é que ele mora ao lado e eu ainda não agradeci direito por ele ter salvo minha vida. Tenho que agradecer de alguma maneira. Mas primeiro tinha que tomar um banho e descansar. No dia seguinte terei muito tempo para isso.

4° Dia

Acordei, tomei banho e fui comprar pão. Devia ser umas 8h30 da manhã. Era cedo demais para alguém acordar a essa hora. Dia de férias as pessoas dormem bastante. Eu também durmo bastante, mas dessa vez eu acordei cedo por causa da minha avó. Ela pediu que eu fosse na padaria para ela. Era eu ou a Bea, tiramos do por ou impar e eu perdi.

[...]
Na padaria, esperei o pão sair apoiada no balcão, quando derrepente vejo alguém se apoiando no mesmo ao meu lado.

xx: Por favor, pode me dar seis pães?
Atendente: Já está saindo senhor.

Virei pro lado e vi que era o Tiago. O lindinho que me salvou ontem.

Eu: Bom dia. -sorri fraco-
Tiago: Ué, você aqui? -sorriu-
Eu: É. Família tá com fome né... 
Tiago: Vai ficar aqui até quando?
Eu: Eu vou passar um mês de férias aqui.
Tiago: Legal! Quantos dias você já está aqui?
Eu: Uns 3 dias.
Tiago: Ainda temos vinte sete para aproveitar. -sorriu e se apoiou no balcão de costas olhando para fora-
Eu: Hã? -o olhei confusa-
Tiago: -se virou e olhou para mim meio sem graça- Quero dizer... Você tem vinte sete dias para aproveitar.
Eu: hum... Você mora aqui?

Antes que ele me respondesse a atendente agritou:" OLHA O PÃO QUENTINHO! Aqui está o seu, e aqui o seu." Nos entregou os pães. Recolhemos e fomos até o caixa.

Tiago: Sim, sim. Eu moro no prédio que fica ao lodo do que você está hospedada.
Eu: Hum. 

Tinhamos pago as contas no caixa. Já que nós iamos para mesma rua, fomos andando e  conversando para descontrair.

Tiago: Quantos anos você tem?
Eu: 16. E você?
Tiago: 16 Também.
Eu: Hum. Quer ir no cinema e dar uma volta mais tarde no shopping?
Tiago: Tá. Pode ser. Que horas?
Eu: 18hs pode ser?  
Tiago: Ótimo! Só assim eu te apresento pros meus amigos -sorriu-
Eu: Porque? -o olhei espantada-
Tiago: Te achei legal. Acho que meus amigos também vão gostar de você "Nina". Gostei desse nome. 
Eu: -sorri envergonhada- Também gosto dele. Mas... Eu vou ficar no meio de garoto?
Tiago: Não são tantos garoto. São só seis garotos -sorriu fraco-
Eu: -olhei mais espantada ainda- SEIS! Sete com você? Aí meu deus!
Tiago: Calma! Tem Madu e a Lorena -sorriu-
Eu: Madu?
Tiago: O nome dela é Maria Eduarda. Mas pra ficar mais fácio a chamamos de Madu.
Eu: Ata. Intendi.

Mau conversamos e já chegamos efrente aos prédios.

Eu: Bom, até 18hs?
Tiago: Sim. Até as 18hs. Tchau! -apertou minha mão-
Eu: Ok então. Tchau. -apertei sua mão e entrei-

[...]

Morta de fome, tomei café e deitei na cama. Não tinha nada pra fazer mesmo. Fiquei olhando para o teto. Logo me bateu preguiça e cabei cochilando.

[...]

xx: NINA! ACORDA GAROTA! -senti alguém me sacudindo- ACORDAAAAAAA!

Pensei que aquela voz irritante fosse no sonho, mas era a praga da Bea me chamando na vida real.

Bea: Minha avó tá chamando para almoçar.
Eu: Que horas são? -falei cosando os olhos-
Bea: 14h30.
Eu: Já? Putz grila!
Bea: Vai lavar esse rosto e vem almoçar porque se você não for, minha avó vai ficar enchendo meu saco. 
Eu: -respondi me espreguiçando- Tá, tá! Eu já tô indo -resmunguei me levantando da cama-
Bea: Okay. Não demora que não quero ouvir reclamação por sua culpa ô preguiçosa -tacou o um travesseiro na minha na minhas costas-
Eu: Ai! Chata! -reclamei pela travisseirada-

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